segunda-feira, 4 de março de 2013

Promessa tardia de fim de ano



Estupefato, termino a leitura de “Cem dias entre céu e mar”, de Amyr Klink. Boquiaberta leitura, impressiona não apenas porque é fruto da travessia realizada em 1984, a qual permanece única. São as condições da viagem que me chamaram a atenção. Sair da África em direção ao Brasil, navegando pelo Atlântico Sul, parece ser uma boa ideia, não? A tranquilidade de um navio, o mar, as ondas. Seis mil e quinhentos quilômetros para percorrer sem pressa. Coisa boa. Tempo para pensar, para ler. Mas que tal em um barco a remo, sozinho?
- Espera aí, ele veio remando? Da África?
Essa foi a minha reação ao saber de detalhes da travessia. E não parou por aí.
- Em uma embarcação um pouco maior do que um caiaque, e sem velas?
Três anos de preparação, 101 dias sozinho no mar, sem chão firme para pisar, sem GPS...
Não consigo parar de me perguntar o seguinte: de onde vem tamanha força de vontade e determinação? E mais: o que é possível fazer, com planejamento e dedicação?
Percebo que essa leitura me foi fundamental, considerando a situação profissional e pessoal em que me encontro. As mais de duzentas páginas, lidas em duas sentadas (impossível parar de lê-las), mostraram-me acertados pontos de equilíbrio (possíveis) entre razão e corpo, mente e vontade.
Para tal feito marítimo, era necessário, basicamente, paciência, coisa rara hoje em dia. Depois, conhecimento sobre a navegação por astros, sobre as correntes marítimas, preparação física para remar durante oito, nove ou dez horas a fio, entre outros requisitos. Entretanto, quando saiu do porto de Lüderitz, no sul da África, Amyr Klink tinha apenas um objetivo: chegar ao Brasil em segurança. Traçar um objetivo, apenas um, seja ele qual for, e persegui-lo sem cessar, com determinação e coragem, eis a necessidade primeira. É sobre esta necessidade o livro de Amyr Klink. Minha promessa também.
Se em alguns momentos a maré, à noite, fizer com que eu perca o avanço do dia, me lembrarei de ti, Amyr. Sou-lhe grato por sua solitária jornada.


Resultado da Oficina de Produção de Documentário

Escola Marechal Bormann em foco:


O documentário foi produzido por estudantes do Marechal, durante a oficina realizada em parceria com o projeto PIBID-LETRAS.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tortoni e Borges

Em Buenos Aires, o Café Tortoni é uma experiência suprafantástica. As marcas deixadas por seu ilustre frequentador, Borges, estão presentes no salão, ao lado de mesas de madeira escura e decoração colonial.
Tenho me lembrado dos cafés argentinos e de Borges. Devem ser coisas do tempo transcorrido argentinamente. Tempo agora suspenso. Sou eco. Sou passado portenho.

Soy

Soy el que sabe que no es menos vano
que el vano observador que en el espejo
de silencio y cristal sigue el reflejo
o el cuerpo (da lo mismo) del hermano.

Soy, tácitos amigos, el que sabe
que no hay otra venganza que el olvido
ni otro perdón. Un dios ha concedido
al odio humano esta curiosa llave.

Soy el que pese a tan ilustres modos
de errar, no ha descifrado el laberinto
singular y plural, arduo y distinto,

del tiempo, que es de uno y es de todos.
Soy el que es nadie, el que no fue una espada
en la guerra. Soy eco, olvido, nada. (Borges)

sábado, 5 de março de 2011

Blog parado, tese a todo vapor


Pois é, blog parado, tese a todo vapor.
Assim que eu defender, volto a atualizar o blog frequentemente...

Recomendo o documentário sobre o poeta pequenino, Manoel de Barros: "Só dez por cento é mentira", do diretor Pedro Cezar, mais um que foi capturado pelo idioleto manoelino...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Blog do Cineclube Universitário


Criamos um blog para divulgarmos o Projeto de Extensão "Cineclube Universitário".
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Esta é uma iniciativa interessante para o campus de Chapecó da UFFS, já que pretendemos exibir longas e curtas autorais e/ou não comerciais.
Todos estão convidados a participar!
As sessões são seguidas de debates.
É isso aí.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Subvida acadêmica

Está difícil escrever para postar no blog, mas em breve vou voltar a postar com maior frequência.
Estou só na subvida acadêmica, numa espiral vertiginosa incontrolável, num looping arrebatador de saber e de não saber, de poder e de não poder:

 
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