sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O olhar




E o olhar permanece, poesiando tudo ao redor,

Desutilizando, ao sublimar, os objetos mais úteis

Que não fazem nada além de não me deixar só.

Eu me equilibro no entremeio dos objetos.

No lugar instável da memória de lhes ter utilizado,

Quando desinverto-lhes suas funções,

E passo a apoiar sonhos sobre o papel,

Quero que minhas folhas não se percam em tufões de insanidade.

Começo a aplicar coragem com minha caneta,

Para desbravar os matagais teóricos e sobreviver.

É o olhar que vai derramando desinversões

Até ele escorregar em desregrados sentimentos

Que espalham sua afinidade comigo.


Um comentário:

  1. Ah Eric, que belezuraaaaaaaaaa!
    "É o olhar que vai derramando desinversões" (sensacional.

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