sábado, 10 de outubro de 2009

Vicky Cristina Barcelona



Acabei de assitir Vicky Cristina Barcelona. É perfeito e genial (quase todos os filmes do Woody Allen tem essas duas características). Bom, pra mim o filme é perfeito para celebrar o amor e suas complexidades contemporâneas. Gostei muito das duas personagens, Vicky e Cristina. Somadas, elas revelam um universo feminino pouco conhecido pelos homens, e do qual temos apenas algumas impressões. Penso que Cristina nunca se contentaria mesmo, ela é a metade do amor que só é bom plenamente quando não se está diante dele (e que nome irônico para esta personagem, "Cristina"!). Vicky engana a si própria, não porque ela deixou de viver sua paixão pelo pintor espanhol, mas porque ela foi embora como uma espécie de mártir, achando que essa paixão não teria também a desilusão. O filme é visceral, e acho que as duas são a mesma pessoa. Esse filme me lembrou o Persona, do Bergaman, no qual as duas personagens são, na verdade, os dois lados de uma mesma pessoa. Resumindo, e colocando em termos psicanalípticos (de novo, o "p" antes do "t" é intencional), ou seja, colocando as coisas à la Zizek, talvez a Vicky seja o Super-Ego, e a Cristina o Id. Quem sabe a Maria Helena seja o Ego, arrasado entre os outros dois... Este é o filme do amor pós-moderno, do amor das complicações e das não realizações, do amor da intensidade idealizada e do amor egoísta. É o filme do amor sentimento, não do amor trabalho... ah, não sei, gostei demais do filme, mas o odiei profundamente. Talvez eu esteja meio moralista hoje, mas não consigo deixar de pensar que entre o ideal do amor europeizado e a banalidade do amor norte-americanizado, acho que fico com o amor latino-americano...


Um comentário:

  1. Bela análise, fiquei desejosa de ver o filme.
    Amigo, também quero um amor latino americano kakaka, preferencialmente tupiniquim metido a cosmopolita, de pele morena, com olhos de ressaca.. kakakak...Acho que vou ter que procurar bastante.

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