quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desejo latente



Uma vez latente o desejo consome a carne até vir à superfície.

Pede pele que roça e atraca-me os poros.

Rolo compressor que arde e morde-me os pêlos.

Abraço que anteontem quebrou minhas costelas.

Aperto sem medo do descuidado de ouvirem.

É o umbigo que chora e berra pelo outro,

O mesmo que hoje derrete-me o peito,

Lambe-me os braços e suga minha face,

Faz-me implorar pelo corpo que aveluda o mundo.



5 comentários:

  1. Kizin...
    Lindo isso que você escreveu...
    É prova de que não nascemos para viver sozinhos.
    Até o corpo busca pelo Outro que é constitutivo do Eu.
    Abração da Feibs.

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  2. a foto é sua?
    tão bonita quanto o poema foto-instante!

    lembrei de uma música que a bethania canta...

    =)

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  3. Rss, a foto não é minha, mas de certa forma sou eu lá sentado, hipersiginificado pelo desejo...

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  4. Então a cena é assim: eu entro na sala e pergunto "Posso te afofar?".

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  5. não comentar seria a forma mais nobre de contemplar estas palavras.
    considere isto um oi com alto teor de saudade.

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