quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mova-se, sentido...


Vai, sentido...
Por entre os homens
A lhes dar referências
De suas querenças
Escomunais,
Objetais.

Vai,
Por entre as coisas,
A nos mostrar
Que elas não estão lá
Onde as procuramos.

Mova-se
Por entre os corpos,
Que quando os encontramos,
Se foram.
Estão noutro lugar.

Deslize,
Por entre os sujeitos
Que se assujeitam
Aos seus encantos –
vai por entre todos nós.

Por entre nossas lembranças
A nos lembrar
Que nos esquecemos da criança
Que pela primeira vez
Vê e sente o mar.

Vai, sentido.
Tome a forma de gerúndio
Movimente-se à revelia
De tudo e de todos;
Do mundo.

Vai...
Conjure verdades
ilusões
acasos
e percepções.

Pode ir, sentido.
Segue seu (dis)curso.
Me consome os últimos
Espasmos racionais

Vai...
Se não há medida
De você estar aqui
Ou acolá
Com segurança.

Então vai...
Dance como criança
Ao som da existência
E faça travessuras
Por entre significantes
E experiências.

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